20.8.08

4.7.08

Um dos muitos exemplos que dão trabalho seguir.

"Manuel Alves. Juntou 20 armadores em Sesimbra e inovou num negócio de alto risco. E vai começar a exportar peixe para a AustráliaNa doca de Sesimbra, a Artesanal Pesca ajuda a fazer face às crises .

Nem tudo é um mar de problemas no sector das pescas. Pelo menos na doca de Sesimbra "mora" um exemplo de sucesso, alicerçado numa ideia posta em prática pelos armadores em 1986. Criaram uma associação, foram conquistando mercado e na última década deram o salto decisivo com um investimento de cinco milhões de euros em câmaras congeladoras e de refrigeração.O retorno não se fez esperar.
Hoje, a Artesanal Pesca factura um milhão de euros por mês e emprega 40 pessoas. Mas há espaço para crescer.O director, Manuel Alves, não é muito dado a auto-elogios, justificando ser as pescas uma actividade de "alto risco", que a qualquer momento mergulha numa crise inesperada. Mas congratula-se com os resultados obtidos nesta união de 20 armadores, que hoje ocupa uma área de trabalho de 1800 metros quadrados, onde os equipamentos de congelação se perfilam como sendo uma mais-valia. A capacidade de armazenamento atinge as 400 toneladas.
Trata-se de uma forma de responder à velha questão da comercialização. "Quando um pescador apanha muito peixe e julga que está rico, acaba por chegar à lota para o vender e vê que o preço é baixo. Estes equipamentos são a garantia de que as boas capturas não fazem cair o preço do peixe, porque ele pode ficar aqui armazenado e ser vendido mais tarde", explica Manuel Alves.
Actualmente, a empresa enquadra 16 barcos, com contratos directos com armadores para receber toda a sua produção, ficando responsável pela distribuição do pescado, com valores compensatórios em relação às capturas. Nas instalações da Artesanal Pesca, os funcionários não têm mãos a medir para transformar e processar o peixe, aumentando a sua cadeia de valor através da inovação. Mas foi apenas a 17 de Setembro de 2007 que a associação logrou conquistar uma velha reivindicação. A partir desse dia, passou a ser responsável pela venda da totalidade do peixe capturado pelos barcos seus associados.
"Foi isso que nos permitiu valorizar o pescado e garantir o tal preço fixo", explicou Manuel Alves, sustentando que a partir daí se passou a combater com maior eficácia a desvalorização do pescado sujeito em leilão.
"É verdade que já tivemos crises, mas se não tivéssemos esta organização não teríamos resistido", diz, revelando que esta parceria não surgiu por acaso. Os responsáveis realizaram visitas a Espanha e França, para aprenderem com os colegas, mas também fizeram questão de marcar presença num encontro com armadores da Noruega, Dinamarca e Islândia. Uma troca de experiências que alertaram para a relevância de possuírem bons equipamentos, mas onde também aprenderam a dar instruções aos barcos para que façam capturas suficientes para o mercado "sem deixar degradar os recursos."
Além de vender localmente a preços fixos, competindo com o leilão da lota, a Artesanal Pesca abastece todo o País, através das grandes superfícies, de peixe-espada preto (a principal fonte de receita), lixas, carochos e cação, com 10% da produção exportada para Espanha e França.
Um recente negócio de venda de peixe congelado na Austrália é considerado como um "passo importante" para o eventual aumento de vendas ao exterior. "O nosso peixe é mais saboroso e pode conquistar muitos adeptos lá fora", admite."

17.6.08

100 Formas de Impulsionar a Economia.

This image was left in blank with a purpose.

10.6.08

Os combustiveis, os camionistas, a igreja e a forma de conduzir.

Mal sabiam eles, mas quando os outros querem o país pára. Numa altura em que o preço da vida está cada vez mais elevado, existe uma pequena orda que sozinha (mas nem tanto) consegue alterar o rumo de um país, essa orda são os Camionistas, quais trolls da estrada nos seus big camiões com as suas big buzinas, são os homens (e algumas mulheres) que alimentam este país com os seus cereais, combustíveis, aparelhos electrónicos (que por sua vez têm a sua origem na China) e os demais víveres que são transportados nos seus trailers. Os camionistas como todos os bons católicos devem ir à igreja, bem como a Sra. Dona. Clotilde que no seu Jaguar XJR, que era do seu falecido marido, se desloca avidamente em direcção da sessão matinal apregoada pelo padre Camarinha. A Dona Clotilde passa vermelhos, ultrapassa limites de velocidade, não pára na passadeira para deixar passar os peões e acha que o retrovisor é para ver se a permanente ainda mantém os aspecto rejubilante do dia anterior. Como é obvio qualquer ente superior dirá que o sujeito que se desloca naquele veículo é sem sombra de dúvida um "descrente" ou mesmo um infiel, mas não, é apenas a Dona Clotilde no seu XJR atrasada para ir à missa.
Vamos lá ver onde é que isto vai parar.

20.5.08

“Arrastar multidões numa viagem espiritual...

... ocupa o seu tempo.”

Estranho não é, mas é verdade. Muitos olharam para esta frase e vislumbraram um desígnio puro e sem más intenções. Nada disso, muito pelo contrário, basta encaixar isto na voz dos membros da administração da Petrogal, da Galp, BP ou mesmo Repsol, que com paciência e muito jogo de cintura conseguiram fazer milhões de lucros e levar um país à penúria, diria mesmo a ficar de tanga.

É sempre mais fácil imputar as responsabilidades aos demais membros do Estado, são eles que aumentam a tributação, seja nos produtos seja na mão-de-obra (ou com o novo acordo ortográfico mão de obra) que os transforma.

Assim, de uma forma “Gandhiesca” os transformadores de petróleo lá conseguiram concertar preços, em formato cartel e arrastar as multidões numa viagem espiritual de luta contra o Estado, que aos seus olhos é ele o grande culpado pelo aumento dos preços dos combustíveis, e não a vontade e possibilidade de lucro fácil, neste cantinho à beira mar plantado.

A nós, consumidores, só nos resta ter esperança de que um dia virá um libertador (como ouvi no outro dia dizer, um Salazar) e obrigar estes transformadores a praticar preços justos. Caso contrário, a meu ver, o futuro das empresas que necessitam dos combustíveis para laborar vão se ver em apuros e a nós deixa de ser possível ir ao Algarve passar um fim-de-semana (ou fim de semana) de férias.

17.4.08

Porque viajar é preciso...


Como intitulei este post, viajar é preciso, não só para conhecermos as "terras" mas para, acima de tudo, conhecermos as culturas, as pessoas e constatar as diferenças. Permite-nos assim tirar as nossas próprias elações deixando de lado o que "os outros" dizem.
Enaltecer o conhecimentos, experienciar por nós próprios, partilhar as vivências, tudo isto é possivel quando se viaja, desde que bem acompanhado ;).
Para tal, temos este site que aqui divulgo, util dos mais diversos ângulos, seja para consulta de fotos de destinos de viagem, sites das Low Cost a operar no nosso país, hoteis e afins. Aconselho, também, vivamente a aquisição do livro lá publicitado.
Um muito obrigado à menina Nádia Baeta por me ter dado a conhecer este site, para ela um forte abraço e os meus melhores cumprimentos. ;)

4.4.08

ZON - Prémio de Criatividade em Multimédia

Ora apesar de ter um ódio de morte a tudo o que meta TVCabo (ou agora ZON), há coisas que não podemos deixar passar ao lado.

Esta é uma delas.


Mais informações aqui.