“Arrastar multidões numa viagem espiritual...
... ocupa o seu tempo.”
Estranho não é, mas é verdade. Muitos olharam para esta frase e vislumbraram um desígnio puro e sem más intenções. Nada disso, muito pelo contrário, basta encaixar isto na voz dos membros da administração da Petrogal, da Galp, BP ou mesmo Repsol, que com paciência e muito jogo de cintura conseguiram fazer milhões de lucros e levar um país à penúria, diria mesmo a ficar de tanga.
É sempre mais fácil imputar as responsabilidades aos demais membros do Estado, são eles que aumentam a tributação, seja nos produtos seja na mão-de-obra (ou com o novo acordo ortográfico mão de obra) que os transforma.
Assim, de uma forma “Gandhiesca” os transformadores de petróleo lá conseguiram concertar preços, em formato cartel e arrastar as multidões numa viagem espiritual de luta contra o Estado, que aos seus olhos é ele o grande culpado pelo aumento dos preços dos combustíveis, e não a vontade e possibilidade de lucro fácil, neste cantinho à beira mar plantado.
A nós, consumidores, só nos resta ter esperança de que um dia virá um libertador (como ouvi no outro dia dizer, um Salazar) e obrigar estes transformadores a praticar preços justos. Caso contrário, a meu ver, o futuro das empresas que necessitam dos combustíveis para laborar vão se ver em apuros e a nós deixa de ser possível ir ao Algarve passar um fim-de-semana (ou fim de semana) de férias.
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