27.4.07

Incubadora de...


Ideias.


Localizada no Tagus Park, do qual faz parte integrante, a Incubadora de Ideias é uma mais valia para aqueles que têm no seu seio um espirito empreendedor.
Metade das empresas de base tecnológica, localizadas no TagusPark, nasceu graças ao projecto Incubadora de Ideias, promovido por aquela entidade desde 1998. Cerca de 65 empresas deram «vida à sua ideia inovadora», sendo hoje exemplos bem sucedidos na área das novas tecnologias de informação, electrónica, telecomunicações, energia e ambiente.
A Incubadora de ideias «foi útil e eficaz», «Transformou o TagusPark e trouxe gente jovem e com muita qualificação. A Incubadora de Ideias fez o seu trabalho e vai continuar a fazê-lo. Conseguiu identificar o que é preciso fazer para que novas empresas de base científica possam aparecer».
O responsável pela incubadora, Carlos Freire, explica que qualquer empreendedor, desde que o seu projecto tenha sustentação, encontra no parque «os meios necessários para dar corpo à sua ideia, nomeadamente apoio técnico e especializado em gestão, apoio financeiro, acesso fácil a formação e informação e cedência de espaços físicos».Os empreendedores têm também acesso ao Centro de Competências do parque, cuja principal função é facilitar o acesso a produtos e serviços existentes no parque.
A Incubadora de Ideias apoia pessoas criativas e empreendedoras que pretendam desenvolver um negócio inovador e comercializar a sua ideia inovadora, de forma «sustentada, com um menor risco e consequentemente uma maior probabilidade de sucesso».No espaço de três anos, 449 empreendedores contactaram a Incubadora de Ideias, tendo apenas 212 apresentado o seu projecto. Das 55 ideias seleccionadas para receber apoio, 33 foram postas em prática, resultando na criação de mais de três dezenas de empresas, das quais 20 optaram por se instalar no parque. Entre elas estão a Webmagic a Mobiscriptum, Observit, Cyberlex, Biopremier, Maxlog e Gene Express.Números que satisfazem Carlos Freire e que podem, nos próximos anos, aumentar. Para isso basta ter ideias inovadoras e pô-las em prática.

26.4.07

Portucale




Somos um país de Marinheiros!
Não sei quem o disse mas quando o disse, disse acertadamente.

Estamos ligados ao mar, tal como os pássaros estão ligados aos céus.
Já repararam que quando estão muito tempo longe do mar, sem ver o enrolar das ondas, sentem-se incompletos. Pelo menos eu sinto-me assim, preciso de ver a liberdade do mar, que não precisa de picar o ponto nem de justificar o atraso, o vai e vem das ondas, o encher e o vazar da maré.

A força, o poder e o respeito, tudo isto é transmitido pelo mar.
Observem sem preconceitos, tirem elações, precipitem-se nas conclusões, mas observem o mar.

País privilegiado onde vivemos, sempre perto do mar.

23.4.07

Hollywood Europeia


O Baixo Alentejo quer transformar-se numa "Região do Cinema" e assumiu-se este fim-de-semana como a "zona ideal" para acolher uma espécie de "Hollywood Europeia" destinada a rodagens para produção de filmes.
O projecto, que pretende transformar o Baixo Alentejo numa "região demarcada de cinema", é liderado pelo actor e empresário Nicolau Breyner e pelo presidente da Associação Comercial do Distrito de Beja (ACDB), António Saleiro.
Um grupo de empresários franceses e norte-americanos ligados à indústria cinematográfica está à procura de locais para rodar filmes num país com pouca chuva e muito sol, no Sul da Europa ou Norte de África.
Ao saber da "inclinação" dos empresários por Marrocos, Espanha ou Portugal, Nicolau Breyner (natural de Serpa, no distrito de Beja) decidiu avançar com um projecto para "convencer" o grupo a optar pelo Baixo Alentejo.
"Esta zona é a ideal para se construir o que podemos chamar uma 'Região do Cinema'. Todo o Baixo Alentejo pode ser um estúdio de cinema", defendeu o actor, sábado à noite, num encontro com jornalistas, em Beja.
No encontro, que serviu para apresentar o projecto à imprensa, estiveram também presentes António Saleiro e o produtor de audiovisual, António Pereira Dias.
Além de uma área com cerca de 100 hectares para a construção de estúdios e outras infra-estruturas de suporte à produção de filmes, que poderá nascer perto de Beja, o grupo, explicou Nicolau Breyner, "procura sobretudo cenários naturais".
"A ideia de uma 'Cidade Cinema' já não faz sentido. Há que evoluir para uma região demarcada de cinema", defendeu António Pereira Dias, lembrando que "existem estúdios por toda a parte e com melhores capacidades do que alguma vez teremos em Portugal".
Observando que, actualmente, os filmes são rodados "essencialmente em exteriores" e "os produtores percorrem todo o mundo à procura de sítios", Nicolau Breyner salientou que "o Baixo Alentejo tem o que os produtores procuram e precisam".
Entre as condições "tremendamente grandes" da região, o actor destacou a variedade de paisagens, as vilas e aldeias, "que se têm mantido quase estáticas no tempo", os castelos, Alqueva, o maior lago artificial da Europa, o rio Guadiana e as "muitas horas" de sol, além do futuro aeroporto de Beja.
"Vão haver muitos escolhos e velhos do Restelo a dizer que este projecto é impossível, mas acho que é possível e sonho fazê-lo", frisou Nicolau Breyner, citando Walt Disney: "If you can dream it, you can do it" (Se o puder sonhar, pode fazê-lo).
Após o encontro com os jornalistas, seguiu-se um jantar, promovido pela ACDB, que, de acordo com Nicolau Breyner, serviu para apresentar o projecto a entidades locais e "sondar" o "interesse e disponibilidade" para "abraçar" a "Região do Cinema".
A Câmara Municipal de Beja, Governo Civil, Empresa de Desenvolvimento do Aeroporto de Beja, Centro Hospitalar do Baixo Alentejo (CHBA), Núcleo Empresarial da Região de Beja e Região de Turismo Planície Dourada foram algumas das entidades que se fizeram representar ao mais alto nível.
No final do jantar, em declarações à agência Lusa, Nicolau Breyner referiu que o encontro "ultrapassou bastante" as expectativas.
"Há aqui muitos sonhadores com os pés bem assentes na terra e com vontade e capacidade para tornar este sonho realidade", regozijou-se, frisando que "todos perceberam que o Baixo Alentejo é a região de eleição para este projecto".
Nicolau Breyner referiu ainda que o próximo passo vai ser uma reunião, a 12 de Maio, para criar um gabinete de apoio ao projecto, que deverá formalizar a candidatura do Baixo Alentejo como "Região do Cinema" e avançar com a produção de um vídeo promocional da região.
"Temos de fazer um levantamento sério e exaustivo do que a região tem para oferecer. É exactamente isto que os investidores franceses e americanos estão à espera que lhes seja mostrado", explicou o produtor António Pereira Dias.
"Já não estamos só na fase do sonho. Já estamos a preparar a visita do grupo à região", frisou António Saleiro, acrescentando que, depois do vídeo, a ACDB vai convidar o grupo para conhecer "in loco" as potencialidades do Baixo Alentejo e, desta forma, "tentar convencê-los".
Apesar das "condições naturais" do Baixo Alentejo, salientou António Pereira Dias, "é preciso que as entidades públicas e privadas da região assegurem as condições mínimas para que os investidores venham".
O presidente da Região de Turismo Planície Dourada, Vítor Silva, garantiu à agência Lusa que o Baixo Alentejo "já dispõe de condições hoteleiras para receber equipas de médias produções de filmes e, a médio prazo, terá capacidade para grandes produções".
"A construção do futuro aeroporto de Beja, só por si, já está a desencadear a necessidade de novas infra-estruturas hoteleiras, que já estão a avançar na região", disse.
Por seu lado, Rui Sousa Santos, presidente do CHBA, disse que "os acidentes que poderão ocorrer durante a rodagem de um filme não serão muito diferentes daqueles que afectam a população em geral".
"A hipótese de instalação de um centro de produção de cinema poderá desencadear um crescimento na melhoria da qualidade global do sistema de saúde na região", frisou.
Neste sentido, referiu, o estatuto de Entidade Pública Empresarial (EPE) do CHBA, "irá permitir várias soluções alternativas ao próprio hospital público, como a criação de empresas de capital misto que poderão dar resposta a novas necessidades".
O presidente da Câmara Municipal de Beja, Francisco Santos, referiu que a autarquia está "profundamente interessada no projecto", que, referiu, "se for levado à prática será muito importante para o desenvolvimento da região".
Na conferência de imprensa, confrontado com o interesse de outros concelhos portugueses em receber o projecto "Cidade do Cinema", como Cascais, Montijo e Barreiro, António Pereira Dias voltou a frisar que "a ideia de uma 'Cidade Cinema' já não faz sentido" e que "os produtores de cinema não procuram cidades, mas sim regiões".
"O que é que Cascais, Montijo e Barreiro têm para oferecerem termos de paisagens exteriores?", questionou Nicolau Breyner, rematando: "Acham que será possível rodar filmes como o "Gladiador", "A Queda do Império Romano" ou o "Alexandre, o Grande" no Barreiro, com catenárias e fábricas por toda a parte? Por amor de Deus".


10.4.07

IAJ - Incentivo ao Arrendamento Jovem

Arrendar em vez de Comprar... pode ser a solução...

O Incentivo ao Arrendamento Jovem (IAJ) consiste num apoio à renda que o Estado concede a jovens arrendatários. O incentivo a conceder é fixado consoante o rendimento anual bruto corrigido do agregado familiar, podendo atingir 75% da renda efectivamente paga. Em caso algum o incentivo atribuído ultrapassará os € 249, 40 mensais.
O incentivo atribuído será disponibilizado mensalmente através de transferência bancária para a conta aberta nas instituições bancárias autorizadas para o efeito. O primeiro depósito será realizado no mês seguinte ao da aprovação da candidatura.
Duração
O IAJ é atribuído por um ano, sendo renovável por um máximo de cinco anos, consecutivos ou não, de acordo com as condições de acesso na altura de cada renovação.
O direito ao Incentivo cessa quando:
- O candidato - ou o seu cônjuge - atinja 60 meses de pagamento de IAJ;
- O candidato - ou o seu cônjuge - complete 30 anos;
- Adquira casa própria;
- Celebre novo contrato de arrendamento;
- Termine o contrato de arrendamento;
- Ocorra subarrendamento ou hospedagem na habitação arrendada;Sejam detectadas falsas declarações.

Renovação
A candidatura do IAJ é renovável ao fim de 12 meses, desde que não tenha ocorrido nenhuma causa de cessação do incentivo. Para esta renovação, o jovem deverá enviar pelo correio para o Instituto Nacional de Habitação (INH) um impresso previamente preenchido com os documentos que forem solicitados.

Condições de Acesso Incentivo ao Arrendamento Jovem:
- Ter menos de 30 anos. Tratando-se de um casal qualquer dos dois elementos terá de ter menos de 30 anos;
- Ter declaração de IRS compatível com o valor da renda;
- Ser titular de um contrato de arrendamento celebrado ao abrigo do actual Regime do Arrendamento Urbano (Decreto-Lei n.º 321-B/90, de 15 de Outubro);
- A casa ou fracção arrendada terá de ter Licença de Utilização emitida há menos de oito anos pela Câmara Municipal respectiva;
- Não possuir outra casa própria ou arrendada para habitação permanente;
- Não ter laços familiares com o senhorio;
-Não praticar subarrendamento ou hospedagem na casa arrendada.

A candidatura poderá ser entregue em:

Instituto Nacional de Habitação (INH) Av. Columbano Bordalo Pinheiro n.º 51099-019 Lisboa Telef: 21 723 15 00 Fax: 21 726 07 29 Linha Verde: 800 201 684 E-mail: inh@inh.pt
Mais informações em: www.inh.pt

9.4.07

"Compro o que é nosso"



Ando à uns tempos para fazer um artigo relacionado com este tema. Uma vez que não me sinto à vontade com o tema e não disponho do tempo que gostaria de ter para me dedicar ao dito, decidi colocar aqui um artigo de opinião do Sr. Paulo Pereira, de Almeida, Professor do ISCTE e Investigador, que escreveu o seguinte no JN de 7 de Fevereiro de 2007.


"A campanha de publicidade da Associação Empresarial Portuguesa (AEP) "Cá se fazem, cá se compram", a primeira acção no âmbito do programa "Compro o que é nosso", é uma ideia boa, porque necessária e oportuna. A educação e a informação dos consumidores são hoje uma necessidade e também uma fórmula - eficaz se bem aplicada - para ajudar as empresas nacionais a vender os seus produtos, perante uma concorrência global e um evidente esmagamento das margens comerciais que - no limite - só beneficia os empresários que operam em ordenamentos económicos com poucas (ou nenhumas) regras e direitos laborais. Não se trata, pois, de um nacionalismo simplista ou de um proteccionismo desadequado este projecto "Compro o que é nosso" (que passa por um investimento de 2,1 milhões de euros durante este ano) apela antes à consciência cívica de consumidores, empresários e trabalhadores, no sentido de comprarem o que os portugueses produzem. Porque - como todos sabemos - há muito bons produtos à venda no nosso país, de qualidade superior, e a preços acessíveis. De acordo com a AEP, já aderiram ao projecto "Compro o que é nosso" mais de 100 empresas representativas de vários sectores de actividade. E a Associação Empresarial espera, até ao final do primeiro trimestre, um total de 250 adesões. Um bom sinal, se pensarmos que assim se cria (e mantém) emprego e se contribui para o desenvolvimento sustentável do país.Aliás - e se formos um pouco mais além - verificamos que a dependência de Portugal em relação ao que é produzido no estrangeiro e importado em grande volume é, no mínimo, preocupante é voz corrente que o país se tem vindo a transformar numa espécie de "Centro Comercial da Europa", um local conveniente para as empresas internacionais venderem os seus produtos, muitas vezes sem grandes contrapartidas visíveis para o sector produtivo. Ora, comprar o que é nosso não quer dizer que apenas a indústria é que beneficia. O sector terciário - que, nos países mais desenvolvidos e competitivos, emprega mais de 80% da população activa - também sai, directa e indirectamente, beneficiado. É assim que comprar o que é feito por cá pode dar uma boa ajuda às empresas e aos trabalhadores. E disso, penso eu, ninguém duvida..."


in JN 07/02/2007

3.4.07

De Boleia...


Daqui para ali.


Ora aqui está uma boa ideia.

Pesquisem e vejam se podem dar boleia a alguém.