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Nokia Siemens
Empresa vai empregar 500 engenheiros até 2010 e 160 no primeiro ano
A Nokia Siemens Networks assinou ontem um protocolo com a Agência Portuguesa para o Investimento (API) para a instalação de um centro de competência internacional em Lisboa. Na corrida, estiveram a Polónia e a Irlanda. Com data prevista de inauguração para o final do ano, a empresa ainda não tem um espaço para o centro."Estamos à procura de um espaço na área metropolitana de Lisboa, de 3000 metros quadrados", sendo já certo que "um núcleo de 700 metros quadrados funcionará no Tagus Park, ao abrigo de um acordo com a Universidade Técnica de Lisboa", afirmou João Picoito, à margem da cerimónia de assinatura, que contou com a presença do primeiro-ministro. Abrir todo o centro no Tagus Park "é uma hipótese que não está descartada, mas neste momento não há condições", de espaço, frisou.O centro português vai exportar serviços para todo o mundo, podendo servir operadores de qualquer país. No próximo ano, a equipa será constituída por 160 engenheiros, prevendo-se que este número chegue aos 500 em 2010. A maior parte dos engenheiros serão recrutados na Universidade Técnica. Para Basílio Horta, "Portugal está a transformar-se num país muito atraente para centros tecnológicos". Os argumentos que conseguiram trazer o investimento para Portugal estão associados "ao plano tecnológico, à formação profissional e à ligação às universidades". Condições que poderão trazer outros projectos neste sector para o País, já que "Portugal está a concorrer a outras iniciativas".
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Museu Berardo
Figuras da política, cultura, media e finança na inauguração do museu
"Depois do meu casamento, este é o dia mais feliz da minha vida". E com estas palavras Joe Berardo encerrava o pequeno discurso informal pelo qual deu boas-vindas aos perto de 800 convidados presentes num fim de tarde que concentrou no Museu Colecção Berardo figuras da política, da cultura, das finanças. E foram poucos os ausentes. Vários candidatos à Câmara de Lisboa, rostos dos media, ministros, ex-ministros. E, como Joe Berardo fez questão de sublinhar, muitos artistas, "que vieram de diversas partes do mundo".Em ritmo de procissão, os muitos convidados avançaram depois pelas galerias do novo museu que conhecia assim os seus primeiros visitantes. O cortejo lento percorreu salas, tornando-se logo evidentes alguns dos artistas mais "desejados". Picasso no piso zero. Warhol, Liechenstein e um conjunto de fotos de Jorge Molder no andar superior. Salas mais iluminadas que antes, com a luz do dia, conferindo ao espaço uma sugestão de humanidade. Ao ver cumprido um sonho, o coleccionador agradeceu ao primeiro ministro e à ministra da Cultura o desfecho "feliz" de dez anos de negociações. "Se estou aqui hoje é porque as raízes do meu país me chamaram", vincou, num conjunto de palavras que revelavam um homem feliz, que não limitou agradecimentos aos políticos. A família e os que trabalharam no museu mereceram atenção.Lembrando os casos recentes de Bilbao e Valência, em Espanha, cidades cujos museus reforçaram as suas posições no turismo e economia, Isabel Pires de Lima frisou a importância para a cidade de um equipamento como o que se inaugurava. "Vem preencher uma lacuna no panorama museológico nacional", disse entre palavras que lembraram o cumprir de uma das vocações do CCB (a museológica). Citando o realizador Wim Wenders, recordou que "a realidade é que ninguém ama verdadeiramente o seu país pela economia, por mais forte que esteja, mas pela sua cultura".José Sócrates felicitou o facto de um coleccionador privado ter colocado o seu acervo "à disposição de todos os portugueses". Com a inauguração do Museu Colecção Berardo, Portugal, disse o primeiro ministro, "fica um país mais rico" e Lisboa, "uma cidade mais competitiva, mais atraente, com uma maior oferta cultural". José Sócrates terminou as formalidades, ao afirmar que "antes, o roteiro da arte contemporânea terminava em Madrid. Hoje começa aqui, em Lisboa".Enquanto a inauguração oficial decorria, no exterior do museu juntavam-se os primeiros visitantes sem convite. Prontos para a "borla" oferecida em noite longa de inauguração feita "o" acontecimento sócio-cultural do ano em Lisboa.
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Oeste quer Turismo de Cinco Estrelas
Quatro mil milhões de euros para investir em projectos de turismo no Oeste, até 2013, tendo em conta o nicho do mercado de luxo seleccionado por muitos dos empreendimentos, não é muito, sobretudo porque a densidade de construção será a mais baixa de qualquer zona turística nacional. Em 2013 haverá entre 10 e 12 hotéis de 5 estrelas de cadeias internacionais, inseridos em resorts com campos de golfe de 18 a 27 buracos, atingindo 50 mil camas. "Teremos uma hotelaria topo de gama" considera o presidente da Região de Turismo do Oeste, António Carneiro, para quem a Costa de Prata tem grande futuro com a aposta que tem vindo a ser feita no mercado internacional do turismo residencial do Sul da Europa. Isso mesmo concluem os estudos que apontam 650 famílias inglesas como interessadas em adquirir casa nesta zona do continente. E não se trata de reformados que querem descansar em climas mais amenos, imagem criada na última década com o acréscimo da preferência de estrangeiros, sobretudo da Europa do Norte, pela residência em Portugal. A idade destes chefes de família está entre os 35 e os 45 anos e para além de turistas são investidores, sublinha António Carneiro.A área de eleição abrange uns 150 quilómetros a partir do Atlântico para o interior, com "uma bela paisagem", num ambiente "autêntico" de natureza, situado a escassas dezenas de quilómetros da capital e do aeroporto, acentuam os promotores e os autarcas dos municípios onde os projectos de maior vulto estão implantados, como Torres Vedras, Óbidos e Peniche. A Costa de Prata passou a ser um símbolo das campanhas que anunciam um destino de cinco estrelas num mercado que inclui potenciais turistas, e ao mesmo tempo, potenciais investidores no Sul da Europa. Para além das férias, comprar casa num dos resorts da zona é um negócio que está a aproveitar essa tendência. Até agora os mercados de maior vulto têm sido o inglês e o irlandês, embora tenham aparecido compradores de outras nacionalidades. Procuram um clima ameno onde o golfe é uma atracções para todo o ano, num ambiente calmo de natureza associado ao património histórico e muito próximo do que a capital d e um país pode oferecer.Os complexos já instalados como o Marriott em Óbidos, ou o Bom Sucesso Resort, e o Campo Real em Torres Vedras têm projectos de ampliação. O Praia D' El Rey Marriott foi o modelo que "vendeu" a região como destino de topo. Com ainda 500 milhões de euros para investir, o grupo é o maior empregador local. Para além do Praia D'El Rey, onde estão previstos mais cem milhões até à conclusão, o Grupo Beltico vai avançar em 2008 com a Falésia d'El Rey. Este PIN (projecto de interesse nacional) terá um custo de 400 milhões de euros com uma densidade de construção de apenas 0,5%.
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