
Nem seria de esperar outra coisa...
O Chefe de Estado enviou uma mensagem de felicitações à Casa Ermelinda Freitas, pertencente a Leonor Freitas, pela atribuição do Prémio Melhor Tinto do Mundo ao Syrah 2005 no concurso Vinalies Internationales.
Conforme noticiámos no passado dia 15,o Syrah 2005 foi considerado, em prova cega, o melhor tinto dos mais de três mil vinhos concorrentes de 36 países. A proeza levou Cavaco Silvaa'felicitar'LeonorFreitas, 'bem como os colaboradores da Casa Ermelinda Freitas. O importante prémio alcançado, que muito prestigia a Casa que V. Exa. dirige, certamente constituirá uma relevante contribuição para o reforço do reconhecimento internacional da excelente qualidade dos vinhos portugueses. Aceite, pois, os meus parabéns e os desejos sinceros de muitas felicidades para a Casa Ermelinda Freitas'.
Leonor Freitas declarou ao Correio da Manhã que 'tal atitude do Presidente da República' a deixou 'muito admirada e sensibilizada', porque Cavaco Silva 'deu valor a este sector e à Casa Ermelinda Freitas, o que é uma grande honra para mim'.
No referido concurso, que decorreu em Paris há dois meses, os vinhos Trincadeira 2005 e Quinta da Mimosa 2005, também da Casa Ermelinda Freitas, foram galardoados com a medalha de prata.
PERFIL
Leonor Freitas nasceu em Fernando Pó, concelho de Palmela, a 24 de Dezembro de 1952. Casada, mãe de dois filhos, licenciada em Sociologia, foi profissional no sector da Saúde. Em 1997, passou a dirigir a Casa Ermelinda Freitas com vendas anuais superiores a cinco milhões de euros.
GALARDÕES
Os vinhos produzidos pela Casa Ermelinda Freitas obtiveram 18 medalhas de ouro, 21 de prata e 14 de bronze nos maiores concursos internacionais. Um dos mais premiados (todos os anos desde 1999) é o Terras do Pó tinto, que vai fazer dez anos e que é a primeira marca da Casa vitivinícola dirigida por Leonor Freitas.
Segue-se o Quinta da Mimosa, também tinto, com 13 galardões desde 2001. O Dona Ermelinda tinto está medalhado de 2000 a 2003. O maior prémio foi para o Syrah 2005, tinto com a responsabilidade enológica de Jaime Quendera. Do néctar ao qual os enólogos franceses deram a nota máxima produziram-se 10 800 garrafas. Destas, cinco mil foram exportadas para o Canadá, Alemanha e Bélgica antes do concurso Vinalies Internationales 2008.
Ayala Monteiro
Fonte: Correio da Manhã