10.4.07

IAJ - Incentivo ao Arrendamento Jovem

Arrendar em vez de Comprar... pode ser a solução...

O Incentivo ao Arrendamento Jovem (IAJ) consiste num apoio à renda que o Estado concede a jovens arrendatários. O incentivo a conceder é fixado consoante o rendimento anual bruto corrigido do agregado familiar, podendo atingir 75% da renda efectivamente paga. Em caso algum o incentivo atribuído ultrapassará os € 249, 40 mensais.
O incentivo atribuído será disponibilizado mensalmente através de transferência bancária para a conta aberta nas instituições bancárias autorizadas para o efeito. O primeiro depósito será realizado no mês seguinte ao da aprovação da candidatura.
Duração
O IAJ é atribuído por um ano, sendo renovável por um máximo de cinco anos, consecutivos ou não, de acordo com as condições de acesso na altura de cada renovação.
O direito ao Incentivo cessa quando:
- O candidato - ou o seu cônjuge - atinja 60 meses de pagamento de IAJ;
- O candidato - ou o seu cônjuge - complete 30 anos;
- Adquira casa própria;
- Celebre novo contrato de arrendamento;
- Termine o contrato de arrendamento;
- Ocorra subarrendamento ou hospedagem na habitação arrendada;Sejam detectadas falsas declarações.

Renovação
A candidatura do IAJ é renovável ao fim de 12 meses, desde que não tenha ocorrido nenhuma causa de cessação do incentivo. Para esta renovação, o jovem deverá enviar pelo correio para o Instituto Nacional de Habitação (INH) um impresso previamente preenchido com os documentos que forem solicitados.

Condições de Acesso Incentivo ao Arrendamento Jovem:
- Ter menos de 30 anos. Tratando-se de um casal qualquer dos dois elementos terá de ter menos de 30 anos;
- Ter declaração de IRS compatível com o valor da renda;
- Ser titular de um contrato de arrendamento celebrado ao abrigo do actual Regime do Arrendamento Urbano (Decreto-Lei n.º 321-B/90, de 15 de Outubro);
- A casa ou fracção arrendada terá de ter Licença de Utilização emitida há menos de oito anos pela Câmara Municipal respectiva;
- Não possuir outra casa própria ou arrendada para habitação permanente;
- Não ter laços familiares com o senhorio;
-Não praticar subarrendamento ou hospedagem na casa arrendada.

A candidatura poderá ser entregue em:

Instituto Nacional de Habitação (INH) Av. Columbano Bordalo Pinheiro n.º 51099-019 Lisboa Telef: 21 723 15 00 Fax: 21 726 07 29 Linha Verde: 800 201 684 E-mail: inh@inh.pt
Mais informações em: www.inh.pt

9.4.07

"Compro o que é nosso"



Ando à uns tempos para fazer um artigo relacionado com este tema. Uma vez que não me sinto à vontade com o tema e não disponho do tempo que gostaria de ter para me dedicar ao dito, decidi colocar aqui um artigo de opinião do Sr. Paulo Pereira, de Almeida, Professor do ISCTE e Investigador, que escreveu o seguinte no JN de 7 de Fevereiro de 2007.


"A campanha de publicidade da Associação Empresarial Portuguesa (AEP) "Cá se fazem, cá se compram", a primeira acção no âmbito do programa "Compro o que é nosso", é uma ideia boa, porque necessária e oportuna. A educação e a informação dos consumidores são hoje uma necessidade e também uma fórmula - eficaz se bem aplicada - para ajudar as empresas nacionais a vender os seus produtos, perante uma concorrência global e um evidente esmagamento das margens comerciais que - no limite - só beneficia os empresários que operam em ordenamentos económicos com poucas (ou nenhumas) regras e direitos laborais. Não se trata, pois, de um nacionalismo simplista ou de um proteccionismo desadequado este projecto "Compro o que é nosso" (que passa por um investimento de 2,1 milhões de euros durante este ano) apela antes à consciência cívica de consumidores, empresários e trabalhadores, no sentido de comprarem o que os portugueses produzem. Porque - como todos sabemos - há muito bons produtos à venda no nosso país, de qualidade superior, e a preços acessíveis. De acordo com a AEP, já aderiram ao projecto "Compro o que é nosso" mais de 100 empresas representativas de vários sectores de actividade. E a Associação Empresarial espera, até ao final do primeiro trimestre, um total de 250 adesões. Um bom sinal, se pensarmos que assim se cria (e mantém) emprego e se contribui para o desenvolvimento sustentável do país.Aliás - e se formos um pouco mais além - verificamos que a dependência de Portugal em relação ao que é produzido no estrangeiro e importado em grande volume é, no mínimo, preocupante é voz corrente que o país se tem vindo a transformar numa espécie de "Centro Comercial da Europa", um local conveniente para as empresas internacionais venderem os seus produtos, muitas vezes sem grandes contrapartidas visíveis para o sector produtivo. Ora, comprar o que é nosso não quer dizer que apenas a indústria é que beneficia. O sector terciário - que, nos países mais desenvolvidos e competitivos, emprega mais de 80% da população activa - também sai, directa e indirectamente, beneficiado. É assim que comprar o que é feito por cá pode dar uma boa ajuda às empresas e aos trabalhadores. E disso, penso eu, ninguém duvida..."


in JN 07/02/2007

3.4.07

De Boleia...


Daqui para ali.


Ora aqui está uma boa ideia.

Pesquisem e vejam se podem dar boleia a alguém.


27.3.07

A maior de todas...

Helius Power


É inaugurada amanhã, 4ª feira dia 28/03, a Central Solar Fotovoltaica de Serpa , que já está a funcionar de forma experimental desde Janeiro de 2007. Localizada numa área de 60 hectares, dos quais 32 estão cobertos por 52 mil painéis fotovoltaicos, a Central Solar Fotovoltaica de Serpa é a maior do mundo, dispondo de uma capacidade instalada de 11 megawatts, quase o dobro do que a actual maior central situada na Alemanha.


20.3.07

Sinais dos novos tempos

Ao "folhear digitalmente" o Diário de Noticias de hoje, deparei-me com uma noticia que me alegrou ligeiramente. Pois é, finalmente aqueles espaços que aos fins-de-semana costumam estar desolados e sem vida, neste caso estou a falar das Escolas Secundárias, vão ter utilidade.
Aqui fica a noticia.

"Mini centros comerciais? Nada disso. Mas as escolas secundárias portuguesas vão desenvolver internamente "áreas de negócio" para ajudar a financiar o programa de modernização dos estabelecimentos de ensino. O aluguer de espaços de desporto, serviços de restauração, a exploração de papelarias e reprografias são exemplos de "unidades de negócio". A valorização patrimonial, que pode incluir a concessão de edifícios não utilizados, também. "Desde o aluguer de espaços para casamentos e baptizados, de rinques para torneios de solteiros e casados, ou de espaços para entidades de formação, tudo pode ser feito", disse ontem ao DN o porta-voz do Ministério da Educação. "Aliás, já há escolas que o fazem", acrescentou.A estratégia foi apresentada ontem de manhã no Porto e à tarde em Lisboa, pela ministra da Educação, pelo primeiro-ministro e pelo presidente da Parque Escolar, EPE (ver caixa). Que explicou que "a concessão de utilização de instalações escolares no período pós-escolar, bem como a concessão de instalações não utilizadas a instituições públicas e/ou privadas, vocacionadas para a educação e formação profissional" é uma prioridade no que diz respeito à valorização patrimonial.Nas ditas unidades de negócio, "as regras vão ser a criteriosa escolha de produtos e de fixação de preços (não se trata de um mini centro comercial) e o rigoroso controlo de qualidade dos produtos a vender, em particular no que refere à alimentação", afirmou João Sintra Nunes.Para isto, a Parque Escolar conta "até fim de 2007 concluir um conjunto de parcerias que permitam "encher" os edifícios a intervencionar nos primeiros dois anos". É que o programa de modernização quer abranger 332 escolas até 2015. E inicia-se em Julho em quatro: duas no Porto e duas em Lisboa. A experiência piloto deve ser estendida a outras escolas nos próximos oito anos, para, entre outras coisas (ver texto em baixo) abrir a escola à comunidade. O que "não quer dizer que toda a gente lá possa entrar", mas que "os edifícios possam ser utilizados em actividades de formação pós-laboral, eventos culturais e sociais, desporto e ao lazer". *Com Joana de Belém"

in Diário de Noticias, 20 de Março de 2007

12.3.07

Tuga Success III


Relaxe e Sinta

O grupo Vila Galé é um dos principais grupos hoteleiros nacionais e integra o ranking das 250 maiores empresas hoteleiras mundiais.
O grupo Vila Galé é composto por diversas sociedades, das quais se destaca pela sua dimensão e importância a VILA GALÉ - Sociedade de Empreendimentos Turísticos, S.A., que integra o Rating 1 das empresas nacionais.
Esta sociedade, constituída em 1986, dedica-se não só à exploração e gestão de todas as unidades hoteleiras que integram o grupo como também a realização de projectos e construção de novos empreendimentos turísticos.É actualmente responsável pela gestão de 18 unidades hoteleiras: em Portugal - Algarve, Beja, Cascais, Ericeira, Estoril, Lisboa, Porto e Madeira – e no Brasil - Fortaleza e Bahia - com um total de cerca de 9100 camas. Tem ainda em fase de projecto duas novas unidades em Portugal: o Hotel Vila Galé Lagos e o Hotel Vila Galé Sintra, e uma nova unidade no Brasil: o Vila Galé Dunas.A Vila Galé, S.A conta hoje em dia com cerca de 1500 funcionários e grande parte do seu sucesso deve-se à estreita ligação que existe entre todos eles, formando uma equipa coesa com uma enorme paixão pela hotelaria e pelo turismo nacional.
O capital da Vila Galé, S.A. é integralmente nacional e encontra-se dividido por Jorge Rebelo de Almeida, José Silvestre Lavrador e Herdeiros de José Jorge Ruivo, sendo o Conselho de Administração presidido pelo primeiro.
O grupo hoteleiro Vila Galé vai desenvolver um empreendimento que planeia construir junto do Estádio Nacional e que, para além de uma unidade hoteleira, contempla uma área de escritórios e um day hospital, um conceito em desenvolvimento no mercado internacional. O projecto, apadrinhado pela Câmara Municipal de Oeiras, será composto por um hotel, um edifício de escritórios e um hospital, que no mesmo edifício oferecerá várias valências, inclusive blocos operatórios para pequenas intervenções. O responsável do grupo citou o exemplo da cidade de Coimbra, em que se tem sentido uma grande procura hoteleira por clientes que se deslocam de propósito à região para consultas no hospital da Universidade, face à sua notoriedade.O empreendimento marca o regresso do grupo ao sector imobiliário. O complexo situar-se-á junto ao futuro pavilhão multiusos que a autarquia presidida por Isaltino de Morais tem planeado para o Jamor. O hotel, de cinco estrelas, deverá ter cerca de 300 quartos e incluirá um centro de congressos. A construção deve avançar em 2008.
O grupo Vila Galé define a sua missão com a frase ”Sempre perto de si”, aliada aos 8 valores próprios que tem mantido ao longo dos 20 anos de existência:
A VALORIZAÇÃO dos seus colaboradores, dando-lhes oportunidades de desenvolvimento e progressão de carreira;
A INOVAÇÃO nos produtos e serviços prestados tendo em vista a satisfação das necessidades dos clientes externos;
A LEALDADE nos compromissos assumidos com os clientes interno e externo, não prometendo o que não é possível cumprir;
A AMBIÇÃO quando procura melhorar a qualidade de serviços, produtos e do crescimento sustentado;
A GARANTIA da qualidade dos produtos e serviços adequando-os às expectativas dos clientes;
A ACESSIBILIDADE e disponibilidade no atendimento dos clientes interno e externo;
A LIBERDADE no exercício das diferentes funções, incentivando a criação de novas ideias com o objectivo de melhorar a qualidade do serviço prestado;
A EFICIÊNCIA na resposta às solicitações dos clientes: interno e externo.
Mais informações em:

11.3.07

A Língua de Camões

Como é costume dizer, a nossa é a Língua de Camões.
Este post nasce após a primeira aula de Técnicas de Expressão Oral e Escrita, que não é nada mais nada menos que aulas para aprender a escrever e falar bem a nossa língua (se este texto tiver erros, peço desculpa, ainda só tive uma aula de TEOE).
A língua portuguesa, língua de origem românica, com mais de 210 milhões de falantes nativos, é a quinta língua mais falada no mundo e a terceira mais falada no mundo ocidental. Idioma oficial único de Portugal e do Brasil, e idioma oficial, em conjunto com outros idiomas, em Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Macau, Moçabique, São Tomé e Principe e Timor-Leste, sendo falada na antiga Índia Portuguesa.
Nos séculos XV e XVI, à medida que Portugal criava o primeiro império colonial e comercial europeu, a língua portuguesa espalhou-se pelo mundo, estendendo-se desde a costa Africana até Macau, na China, ao Japão e ao Brasil. Como resultado dessa expansão, o Português é agora língua oficial de oito países independentes, e é largamente falado ou estudado como segunda língua noutros. Há, ainda, cerca de vinte línguas crioulas de base portuguesa. É uma importante língua minoritária em Andorra, Luxemburgo, Namíbia, Suíça e África do Sul. Encontram-se, também, numerosas comunidades de emigrantes, em várias cidades em todo o mundo, onde se fala o Português como Paris na França; Toronto, Hamilton, Montreal e Gatineau no Canadá; Boston, New Jersey e Miami nos EUA e Nagoya e Hamamatsu no Japão.

O Português desenvolveu-se, na parte ocidental da Península Ibérica, do latim falado, trazido pelos soldados e colonos romanos desde o século III a.C.. A língua iniciou o seu processo de diferenciação das outras línguas românicas depois da queda do Império Romano e das invasões bárbaras no século V. Começou a ser usada em documentos escritos pelo século IX, e no século XV tornara-se numa língua amadurecida, com uma literatura bastante rica.
Chegando à Península Ibérica em 218 a.C., os romanos trouxeram com eles a língua romana popular, o latim vulgar, de que todas as línguas românicas (também conhecidas como "Línguas novilatinas", ou, ainda, "neolatinas") descendem. Já no século II a.C. o sul da Lusitânia estava romanizado. Estrabão, um geógrafo da Grécia antiga, comenta num dos livros da sua obra Geographia: "Eles adoptaram os costumes romanos, e já não se lembram da própria língua." A língua tornou-se popular com a chegada dos soldados, colonos e mercadores romanos, que construíram cidades romanas normalmente perto de antigos povoados de outras civilizações.

Entre 409 d.C. e 711, assim que o Império Romano entrou em colapso, a Península Ibérica foi invadida por povos de origem germânica, conhecidos pelos romanos como bárbaros. Os bárbaros (principalmente os suevos e os visigodos) absorveram em grande escala a cultura e a língua da península; contudo, desde que as escolas e a administração romana fecharam, a Europa entrou na Idade Média e as comunidades ficaram isoladas, o latim popular começou a evoluir de forma diferenciada e a uniformidade da península rompeu-se, levando à formação de um "Romance Lusitano". Desde 711, com a invasão islâmica da península, o árabe tornou-se a língua de administração das áreas conquistadas. Contudo, a população continuou a usar as suas falas românicas de tal forma que, quando os mouros foram expulsos, a influência que exerceram na língua foi relativamente pequena. O seu efeito principal foi no léxico, com a introdução de milhares de palavras.

Os registos mais antigos que sobreviveram de uma língua Portuguesa distinta são documentos administrativos do século IX, ainda entremeados com muitas frases em latim. Hoje em dia, essa fase é conhecida como o "Proto-Português" (falado no período entre o séculos IX e XII).


Informação retirada da Wikipedia, 12-03-2007, http://pt.wikipedia.org/wiki/Lingua_portuguesa