20.11.08

Mais que Atitude é uma questão Cultural!

Não sendo exemplo para ninguém, no que toca à circulação nas vias rodoviárias, existem pequenas coisas que me levam quase a ter ataques de Road Rage, nomeadamente a não utilização da sinalização luminosa de mudança de direcção (piscas) e da incessante circulação na faixa central das AE e estradas similares.
Todos os dias faço perto de uma centena de kilómetros (ou quilómetros) nas nossas estradas e piscas e circular à direita é coisa que não se vê.
Às vezes tento dar o exemplo, nunca em termos de limite de velocidade, pois o meu historial não o permite, mas no que concerne ao uso dos piscas e na circulação o mais à direita possível. Lá vou eu na faixa da direita a 120km/h a ultrapassar (eu sei, não devia) aquelas pessoas, que não deviam ter veículo nem carta de condução, que circulam na faixa central e da esquerda abaixo dos limites racionais de velocidade.
Temos também os fumadores inve(r)te(b)rados, as suas beatas incandescentes a esvoaçarem pela janela, descurando a possibilidade de alguém circular com o vidro aberto ou mesmo o motociclista que lá vem a trás, já para não falar da terra mãe.
Como já disse acima não sou exemplo, no que toca à condução, vermelhos, excessos de velocidade, entre outras... já fui presenteado por algumas, mas eu uso os piscas, quando circulo dentro dos limites de velocidade tento circular à direita, e sei que a faixa da esquerda é para ultrapassar, se bem que muitas vezes é mais rápido circular pela direita pois as abéculas (estou há séculos para usar esta palavra e até agora não tinha consigo encontrar o contexto certo) circulam à esquerda.
Para os mais cépticos que pensam que a AE só tem uma faixa, a central, aqui fica:
(Quero meter um video mas o servidor não deixa, fica para mais logo.)

30.10.08

A Crise, Má Gestão e os Pasteis de Nata.

Todos os dias no exercer de funções no meu emprego deparo-me com erros fatais de gestão, não estou a falar de erros no serviço público, esses existem e não são poucos, mas sim dos erros de gestão dos privados. Aqueles que apregoam aos sete ventos que o país está como está, de tanga, por causa dos políticos, e que precisam de subsídios para isto ou aquilo, são na realidade a razão para a sua própria falência, e da segurança social.
A crise é o que? Nada mais nada menos que fruto da má gestão, fruto podre sem dúvida nenhuma, que vai levar indubitavelmente ao fim da sociedade capitalista “de consumo imediato” como nós a conhecemos. Subprime, cartões de crédito, consumo desenfreado, irresponsabilidade social (por parte das sociedades financeiras), tudo isto levará um freio, porque de fato todos os impérios chegam ao fim, e este (o do subprime) tinha um fim anunciado.
Má gestão? O que é a má gestão? Para mim, como já disse antes, é a razão para a falência dos privados, onde quem sai em grande são os gestores e quem fica para trás são todos os outros. As organizações nacionais não primam pela boa gestão, sejam elas grandes, médias ou pequenas. Seria de esperar que as pequenas fossem mais cumpridoras e assertivas na aplicação de um método organizacional, mas nem por isso. Todos os dias lido com todos estes tipos de organizações, e todos os dias vejo alarvidades no que à gestão toca. Mais precisamente no que concerne a “dinheiro empatado/dinheiro gasto”.
Todas estas empresas se tivessem em conta o capital humano sofreriam menos com o facto (ou fato) de que são as pessoas que fazem a organização, é nelas que também temos de investir, de nada serve uma parafernália tecnológica se não existir alguém que realmente sabe qual a sua função, a da máquina e a sua dentro daquela organização. Este conhecimento é onde, na sua essência, reside a capacidade de reduzir custos. Reduzir custos não significa obrigatoriamente reduzir no pessoal. Novos métodos, procedimentos ajustados à operação, criatividade, tudo isto leva à redução de custos.

A nata da organização não é só o board e afins, é também o capital humano e o seu, inerente, conhecimento.

26.9.08

Acredita PorTUgal




O Acredita Portugal é uma associação sem fins lucrativos com a humilde mas vigorosa pretensão de renovar a imagem que temos do nosso País. Achamos que por detrás da actual crise económica se esconde uma crise psicológica envolta em negativismo. Precisamos de inverter o processo de falta de confiança que nos acompanha no nosso dia-a-dia. Queremos promover ideias, projectos, incentivar soluções, lutar contra a ideia de que os sonhos são impossíveis, modificando a forma de abordar os problemas. É neste preciso ponto que começa a mudança!


Mais info AQUI.

22.8.08

Frases do Dia

Todos nós já reparamos nas frases do messenger e demais IM disponíveis no mercado. Umas com verdadeiros sentidos, a simbiose perfeita entre o ser humano e os seus desígnios, outras banais. Aqui fica um apanhado das que compõem o meu Messenger.

- Só existe uma forma de êxito – ser capaz de viver com a própria consciência.
- O maior erro do ser humano é tentar tirar da cabeça aquilo que não sai do coração.
- Deixa Fluir.
- A Dog is the only thing on Earth that loves you more than you love yourself.
- Titular de uma divida, proprietária de um imóvel.
- Bota na conta do papa.
- server back to life.
- Still Grey
- A reviravolta do Ego
- Os verdadeiros tão lá nos piores momentos pq nos bons tão lá todos.
- le compte à rebours .. snif snif
- É menina.
- A realidade é chata mas ainda é o único sitio onde se pode comer um bom bife.
- #7
- As oportunidades são como o nascer do sol, se esperamos demais vamos perde-las.
- We’re adults. Wen did that happen? And how do we make it stop?
- Fazemos reprogramações de centralinas…

21.8.08

Põe o botão na casa.

Ecologia. Materiais recicláveis aplicados em roupas.

Botões feitos em Portugal a partir de papel reciclado, sêmola de batata, milho, marfim-vegetal, algodão, restos de madeira, plantas e frutos estão a ser procurados por estilistas e marcas de moda de todo o mundo.Estes botões ecológicos biodegradáveis estão a ser fabricados no Louro, Famalicão, pela Louropel, empresa portuguesa que detém uma "tecnologia patenteada única no mundo" e é a maior fabricante mundial de botões. "Os norte-americanos gostam muito dos nossos botões ecológicos. Comprámos há quatro anos esta patente em Itália. É um processo de fabrico único", disse o gerente geral da Louropel, Avelino Rego, em entrevista à Lusa.A empresa está a conseguir vender botões para a China, Índia e Bangladesh, onde a mão-de-obra é muito mais barata, porque "as marcas norte-americanas de vestuário dão instruções aos fabricantes asiáticos para porem botões ecológicos da Louropel", explica, adiantando que entre os mais procurados estão os botões que, na sua composição, têm "50 a 70% de papel reciclado", misturado com outras matérias-primas, como a resina de poliéster.Os materiais biodegradáveis são triturados e transformados em farinha, sendo depois misturados com outras matérias-primas em amassadeiras da indústria da panificação, formando uma pasta que é prensada, cortada em rodelas, furada e cozida até à formação dos botões. A empresa aproveita todas as sobras do corte em rodelas, quer no processo tradicional quer no ecológico, para fazer botões reciclados, também por trituração até ficarem em farinha, utilizando três processos distintos de fabrico de botões, desde os tradicionais tubos metálicos e películas à mais moderna produção a lazer e por moldes.Com cerca de 75% do mercado nacional de botões, que, no entanto representa apenas 15% da facturação da empresa, as três fábricas situam--se no Louro, todas próximo da casa do fundador da empresa,
Carlos Rego. * LUSA
in DN 21/08/2008

20.8.08

4.7.08

Um dos muitos exemplos que dão trabalho seguir.

"Manuel Alves. Juntou 20 armadores em Sesimbra e inovou num negócio de alto risco. E vai começar a exportar peixe para a AustráliaNa doca de Sesimbra, a Artesanal Pesca ajuda a fazer face às crises .

Nem tudo é um mar de problemas no sector das pescas. Pelo menos na doca de Sesimbra "mora" um exemplo de sucesso, alicerçado numa ideia posta em prática pelos armadores em 1986. Criaram uma associação, foram conquistando mercado e na última década deram o salto decisivo com um investimento de cinco milhões de euros em câmaras congeladoras e de refrigeração.O retorno não se fez esperar.
Hoje, a Artesanal Pesca factura um milhão de euros por mês e emprega 40 pessoas. Mas há espaço para crescer.O director, Manuel Alves, não é muito dado a auto-elogios, justificando ser as pescas uma actividade de "alto risco", que a qualquer momento mergulha numa crise inesperada. Mas congratula-se com os resultados obtidos nesta união de 20 armadores, que hoje ocupa uma área de trabalho de 1800 metros quadrados, onde os equipamentos de congelação se perfilam como sendo uma mais-valia. A capacidade de armazenamento atinge as 400 toneladas.
Trata-se de uma forma de responder à velha questão da comercialização. "Quando um pescador apanha muito peixe e julga que está rico, acaba por chegar à lota para o vender e vê que o preço é baixo. Estes equipamentos são a garantia de que as boas capturas não fazem cair o preço do peixe, porque ele pode ficar aqui armazenado e ser vendido mais tarde", explica Manuel Alves.
Actualmente, a empresa enquadra 16 barcos, com contratos directos com armadores para receber toda a sua produção, ficando responsável pela distribuição do pescado, com valores compensatórios em relação às capturas. Nas instalações da Artesanal Pesca, os funcionários não têm mãos a medir para transformar e processar o peixe, aumentando a sua cadeia de valor através da inovação. Mas foi apenas a 17 de Setembro de 2007 que a associação logrou conquistar uma velha reivindicação. A partir desse dia, passou a ser responsável pela venda da totalidade do peixe capturado pelos barcos seus associados.
"Foi isso que nos permitiu valorizar o pescado e garantir o tal preço fixo", explicou Manuel Alves, sustentando que a partir daí se passou a combater com maior eficácia a desvalorização do pescado sujeito em leilão.
"É verdade que já tivemos crises, mas se não tivéssemos esta organização não teríamos resistido", diz, revelando que esta parceria não surgiu por acaso. Os responsáveis realizaram visitas a Espanha e França, para aprenderem com os colegas, mas também fizeram questão de marcar presença num encontro com armadores da Noruega, Dinamarca e Islândia. Uma troca de experiências que alertaram para a relevância de possuírem bons equipamentos, mas onde também aprenderam a dar instruções aos barcos para que façam capturas suficientes para o mercado "sem deixar degradar os recursos."
Além de vender localmente a preços fixos, competindo com o leilão da lota, a Artesanal Pesca abastece todo o País, através das grandes superfícies, de peixe-espada preto (a principal fonte de receita), lixas, carochos e cação, com 10% da produção exportada para Espanha e França.
Um recente negócio de venda de peixe congelado na Austrália é considerado como um "passo importante" para o eventual aumento de vendas ao exterior. "O nosso peixe é mais saboroso e pode conquistar muitos adeptos lá fora", admite."