4.1.08

Dakar Cancelado - Mais uma vitória para o Terrorismo.

Foi assim que eu apreendi a noticia quando a ouvi na Rádio.
O cancelamento do Dakar é acima de tudo uma vitória para o terrorismo, mas é também uma derrota para a economia do País. Milhões foram gastos para acomodar e receber tanto pilotos e equipas como espectadores e serviços.
Bem sei que não é por má gestão e organização nossa que tal sucede mas foi com muita tristeza que recebi esta noticia.
Ainda assim penso que seria possível manter as etapas de Portugal, Espanha e Marrocos, sendo restituida parte do valor de inscrição.
Esta ideia vale o que vale.

28.12.07

Bons exemplos nunca são demais.



Força viva de um conjunto de moradores, este jardim vivo é a prova de que, com persistência, vontade e acima de tudo orgulho no local onde vivemos, seja Portugal ou o nosso Bairro, tudo é possível.

Ficam aqui então os links:

Associação de Moradores Nova Oeiras

Aves de Nova Oeiras

19.12.07

O que se passa cá dentro.

Ao folhear o DN de hoje deparei com esta noticia.
Fica aqui então a dita.


"Vida de Manuel João Vieira inspira minissérie de TV.

O Cinema São Jorge esteve cheio, na segunda-feira à noite, para assistir à antestreia de Um Mundo Catita. A minissérie para televisão inspirada na vida do músico, pintor, actor, entre as muitas outras actividades de Manuel João Vieira conquistou gargalhadas em sala cheia - ou não fosse esta uma comédia negra. Na minissérie, de seis episódios, o vocalista dos Ena Pá 2000 interpreta o papel de si próprio e dá por si em situações inimagináveis - a matar a águia Vitória em pleno Estádio da Luz e ser depois perseguido pelos adeptos benfiquistas; a cantar no Natal dos Hospitais com um coro e depois discutir com um doente com leucemia ou adormecer no Teatro São Luiz e perder o grande concerto da sua banda.
Estss são apenas algumas das muitas peripécias pelas quais Manuel João Vieira passa ao longo da série, ou não fosse o slogan da ficção "as coisas podem sempre ficar piores".Nascido de uma colaboração entre duas jovens produtoras, a recém-formada Individeos e O Pato Profissional, Um Mundo Catita foi filmado em alta definição (HD) e 16 mm, sendo também inspirada nos grandes sucessos da cadeia norte-americana HBO, como Seinfeld, Os Sopranos ou Sete Palmos de Terra, entre outras séries.
O argumento e realização estiveram a cargo de João Leitão e Filipe Melo, que conjuntamente criaram a série. "De vez em quando, há uma série que vai mudar a história da televisão, mas esta não é uma delas", brincou Filipe Melo na antestreia do programa."É um fragmento possível"Apesar de Manuel João Vieira interpretar o papel de si próprio na série, o actor não participou no guião. "Tive um encontro com Filipe Melo, João Leitão, Bruno Almeida e Fernando Brito, entre outros, em que discutimos uma ideia ou outra. Mas o guião estava praticamente concluído", explicou ao DN Manuel João Vieira.Questionado se se revê na personagem, o cantor afirma que "é um fragmento possível". "É mais ou menos parecida. Mas é baseado numa ideia, pois as pessoas públicas podem ser vistas de uma forma distorcida, que muitas vezes não corresponde à realidade", acrescenta.
Para já, Um Mundo Catita ainda não foi vendida a nenhum canal de televisão. "Foi feita com um grande par de testículos. Sem qualquer subsídio no início ou sem nenhum contacto feito à partida.
Foi fazer e depois logo se vê", concluiu João Manuel Vieira."
Para os mais curiosos:

30.11.07

O Portal do Cidadão

Com o objectivo de servir todos os cidadãos residentes em Portugal, este Portal (do Cidadão) abrange toda uma panóplia de serviços, desde Certidões a respostas a questões relacionadas com o Programa Erasmus.


Fica aqui então para quem dele necessitar:

13.11.07

EarthRace - Navegar porque sim!

Ancorado na Doca de Santo Amaro, em Lisboa, o impressionante barco a motor multicasco Earthrace chama a atenção com a sua silhueta de nave espacial e a cor prateada a cobrir os seus 24 metros de comprimento. O design inédito é do arquitecto neozelandês Craig Loomes que adoptou um perfil wave piercing, uma tecnologia que permite aos cascos submergirem até sete metros na água, cortando as ondas sem perder nenhuma velocidade. "É uma tecnologia formulada originalmente para aplicação em ferry-boats e mais recentemente utilizada em embarcações militares.

Trata-se de uma proa extremamente afilada com uma reserva mínima de flutuação nas partes dianteiras do casco que minimiza o movimento vertical. Assim, a proa do barco atravessa as ondas em vez de as surfar e o resultado é uma navegação muito mais suave do que a dos designs em forma de V dos iates tradicionais", explicou detalhamente o skipper neozelandês Pete Bethune, 42 anos, líder da equipa de quatro elementos que segue a bordo do Earthrace.

Mas o aspecto mais importante desta embarcação inovadora é o facto de ser movida a biodiesel - um combustível renovável e biodegradável, obtido comummente a partir da reacção química (transesterificação) de óleos ou gorduras, de origem animal ou vegetal.

Equipado com dois motores Cummens Mercruiser QSC de 540 cavalos, o Earthrace é capaz de atingir velocidades de 40 nós (72 km/h) e prepara-se agora para tentar bater o recorde actual de circum-navegação em embarcação a motor estabelecido em 1998 pelo barco inglês Cable & Wireless, que fez esse trajecto em 75 dias.

O barco neozelandês irá utilizar cerca de cem mil litros de biodiesel durante a viagem."Acredito que este projecto tem a grande oportunidade de chamar a atenção para o desenvolvimento da indústria europeia de biodiesel, bem como realçar o biodiesel como uma alternativa viável para o petróleo", disse ainda Bethune que pretende iniciar a circum-navegação dia 1 de Março de 1008, em Valência, Espanha.

A ideia de um mundo onde o combustível é obtido através de bases sustentáveis é o mote que o skipper quer realçar com este projecto. "Demonstrando a potência, a credibilidade e a segurança ambiental do biodiesel, o Earthrace está comprometido em transformar esta visão em realidade e esta viagem será o nosso contributo para este fim", afirmou o skipper neozelandês que também está a controlar as emissões de CO2 durante todas as actividades da campanha promocional do projecto. "Com a ajuda do projecto Andromeda, no final de cada mês nós verificamos qual foi a nossa carga de emissões de CO2 e contrabalançamos com a compra de créditos de organizações acreditadas pela UN e assim tornamos as nossas actividades positivas em relação ao ambiente", adiantou também o skipper.

Esta consciência ecológica do navegador neozelandês também se estende à opção do tipo de pintura do fundo do casco, o conhecido antifouling, normalmente tóxico para o ambiente marinho. "Utilizámos cera no lugar da tinta, o que nos obriga a uma limpeza e reaplicação do produto todos os meses", acrescentou ciente de que este trabalho extra se reflecte positivamente no meio ambiente.


A ementa a bordo segue a mesma linha ecológica com alimentos orgânicos e produtos locais obtidos em cada escala do tour que o Earthrace está agora a completar pela Europa. "Hoje [ontem] mesmo compramos camarões a um pescador daqui e tem sido assim em todos os portos que atracamos durante o tour europeu.", comentou Bethune que já passou por várias cidades da Suécia, Dinamarca, Noruega, Alemanha, Holanda, Inglaterra, Bélgica e França, somando mais de 80 mil visitantes a bordo, antes de rumar para o Porto e para Lisboa, onde fica até amanhã. "Seguiremos então para Vilamoura e daí rumamos para Espanha, França e Itália, onde continuaremos a promover a ideia de que as pessoas podem ter uma vida confortável e ao mesmo tempo cuidar do meio ambiente", ressaltou o skipper dizendo que chegando a Valência, na Espanha, irá retirar o barco da água para uma revisão completa e a instalação de novos motores para então iniciar a rota de circum-navegação a partir do dia 1 de Março de 2008 no porto espanhol.

26.10.07

3.10.07

Pelamis Wave Power


Ora aqui fica mais uma noticia relativa ao investimento do Governo Português na área das Energias Renováveis.


"Portugal prepara-se para inaugurar o primeiro parque comercial de energia das ondas, capaz de fornecer energia "limpa" a 350 mil casas . As máquinas Pelamis, nome latino que designa as serpentes marítimas, desenhados por uma empresa escocesa que é líder mundial neste novo tipo de energia renovável, são compostas de vários cilindros vermelhos, cada um deles do tamanho de um pequeno comboio regional, conectados entre si, e que apontam na direcção das ondas.
A nova tecnologia baseia-se na introdução da energia criada pelas ondas nos tubos, fazendo com que estes subam e desçam no leito do mar. A energia assim armazenada é depois ligada a um sistema hidráulico que a produz. As três serpentes marítimas serão em breve colocadas num ponto a cerca de cinco quilómetros da costa portuguesa, (perto da Póvoa de Varzim), a partir da qual a energia será bombeada para a rede nacional.Esta operação de alta tecnologia não está isenta de problemas.
A data-limite para a instalação do parque estava programada para hoje, mas uma combinação entre mau tempo, pouca sorte e os riscos próprios de uma tecnologia nova tivera m como consequência que as máquinas se encontrem ainda em terra firme, à espera de uma oportunidade de mar calmo para que sejam colocadas no seu lugar final.As máquinas Pelamis foram desenhadas e construídas na Escócia pela empresa Pelamis Wave Power (PWP), mas a intervenção portuguesa foi decisiva para que o projecto adquirisse verdadeiro ímpeto. O dono da obra é a empresa portuguesa Enersis, com largo percurso na capítulo das energias renováveis.
Admitindo que, inicialmente, a energia produzida pelo novo parque não seria rentável, a Enersis conseguiu do Governo a fixação de tarifas que tiram à questão da rentabilidade a sua natureza central. "O que estamos a montar é o primeiro parque de energia das ondas do mundo", disse ao The Guardian António Sá da Costa, da administração da Enersis. "Isto não está isento de riscos", acrescentou, "mas Portugal é o lugar ideal para tentar provar a exequibilidade da tecnologia". "Possuímos uma costa de grande extensão, em comparação com o nível populacional do País, e com o apoio do Governo decidimos avançar", explicou. A Enersis conta ter 30 máquinas em funcionamento já no próximo ano. "

in DN, 03/10/2007

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